Praia do Laranjal em Pelotas - Turismo no Rio Grande do Sul, Turismo em Pelotas
Praia do Laranjal em Pelotas - Turismo no Rio Grande do Sul, Turismo em Pelotas
Praia do Laranjal, Pelotas, Rio Grande do Sul

Por Diogo Cassal, Jornalista

As eleições municipais de 2020 em Pelotas tiveram resultado no segundo turno. Com 105.206 votos, correspondente a 68,70% dos votos válidos, a cidade reelegeu, Paula Mascarenhas, a primeira mulher da história a ocupar o executivo.

Foram cerca de 45 minutos de conversa com a reportagem em seu gabinete. Paula Mascarenhas deixou claro que pretende mudar o sistema de gestão dos bairros e implantar diversas melhorias que devem ser percebidas pela população ainda no primeiro ano de governo.

JL – Como moradora do bairro tem circulado pelas ruas e feito compras no comércio? Qual sua percepção hoje do Laranjal?

PREFEITA – Mudei há pouco tempo para o Laranjal, mas circulo bastante pelo comércio local, pelos mercados, farmácias e postos de gasolina. Quando imaginei morar no bairro, a ideia era de poder viver o Laranjal: sair de bicicleta, caminhar na praia. Isso ainda não fiz por conta da pandemia. Se eu peço, semanalmente, para as pessoas ficarem em casa, tenho que dar o exemplo. Mesmo que possa ir sozinha, de máscara, de bicicleta, passear com meu marido – o que estaria dentro dos protocolos – não acho uma boa mensagem. Por isso, tenho ficado nas horas de folga restrita a minha casa. Agora, sou uma moradora, como qualquer outra. O Laranjal tem comércios muito bons, é uma região que tem produtos excelentes e ainda estou descobrindo isso. Estou muito satisfeita. Achei que teria alguma dificuldade de me adaptar, pois morava no entorno da praça Coronel Pedro Osório, a uma quadra da Prefeitura. Achei que poderia me ressentir do tempo de deslocamento, mas chegamos rápido ao centro e estou gostando muito da minha escolha.

JL – O que pode ser anunciado para o primeiro ano de governo, em melhorias específicas para o Laranjal?

PREFEITA – As melhorias que já estão sendo feitas e sendo acompanhadas pela comunidade. Trata-se da terceira entrada da praia pela avenida Arthur Augusto Assumpção, com emendas do deputado Daniel Trzeciak (PSDB) com investimento superior a dois milhões de reais. A avenida Espírito Santo que irá beneficiar a população com pavimento e solucionar ou, pelo menos, reduzir aquele problema de drenagem nas imediações da Unidade Básica de Saúde. Também temos uma emenda do deputado Carlos Gomes (Republicanos) para a rua São Borja, ou seja, para darmos continuidade na pavimentação da Espírito Santo até a avenida José Maria da Fontoura. Iremos iluminar toda orla do Laranjal com LED, modernizando o sistema de iluminação da areia e calçadão. Contruiremos uma rampa náutica para os praticantes de esportes a motor. As duas últimas, também, com emendas do deputado Daniel. Além de pavimentar a avenida Pernambuco, no Balneário dos Prazeres e trecho da Rubens Machado Souto, no acesso à Z3, com emenda do deputado Dionilso Marcon (PT). Espero que nos quatro anos de governo possamos fazer estas avenidas se encontrarem. Estamos dando início a obras que são de extrema importância para toda aquela região. O Sanep irá retomar as ligações de esgotamento sanitário, em 1500 residências no Laranjal, com objetivo de concluir a obra que ficou pela metade. Um grande investimento, com recursos próprios do Sanep, que será feito para melhoria da balneabilidade. A cada verão temos a mesma discussão, sobre o número de áreas impróprias. O esgotamento deste número de imóveis não irá solucionar a questão, mas contribuirá para a redução. A solução definitiva passa pela coleta e tratamento de esgoto da cidade, um tema que pretendo abordar e avançar significativamente neste mandato. A universalização da coleta e tratamento de esgoto era pauta do meu primeiro mandato, mas não conseguimos avançar devido às dificuldades na Câmara de Vereadores com o entendimento sobre Parceria Público Privada (PPP) no Sanep. Nesta campanha, reforcei a questão, trabalhando com a ideia de ‘locação de ativos’ que tem uma diferença da PPP. A empresa privada faz o investimento,mas o serviço passa para a autarquia. Um pouco mais custoso em termos de valores, mas será mais palatável para o sindicato, servidores e vereadores.

JL – Como irá funcionar o “Bairro bem cuidado” anunciado em sua posse, que pretende melhorar o serviço de zeladoria nos bairros da cidade?

PREFEITA – O grande tema tratado nesta campanha eleitoral foi o cuidado com os bairros. Eu sempre disse e continuo dizendo que, nenhum governo recente investiu mais do o meu nos bairros da cidade. Tanto em número de obras quanto em valores investidos. Mas, reconheço que na parte de manutenção houve falhas e dificuldades. Esse debate foi importante para uma aproximação e sentir as dores da população. Entender suas necessidades, viver a realidade. Como estávamos em período de pandemia, acabei me distanciando dos bairros. O processo eleitoral nos reaproximou desta discussão e desta realidade, mostrando que precisavamos mudar. Para mudar o resultado é preciso mudar o procedimento. Assim criamos o “Cidade Bem Cuidada” que tem uma outra metodologia no trabalho de zeladoria. É o dia-a-dia, o feijão com arroz. Vamos iniciar este projeto pelo Barro Duro, por reconhecer que existem problemas lá. Usaremos toda a mão de obra da Secretaria de Serviços Urbanos que fica distribuida nos bairros. Chegaremos com cerca de 70 a 80 pessoas para fazer serviço completo: roçado, limpeza de valetas, iluminação pública, ensaibramento, patrolamento. Sairemos somente quando tudo estiver concluído. Rua por rua, sem deixar ninguém sem atendimento. O Laranjal será o segundo local atendido. A população poderá ter a experiência deste novo sistema de serviços. O prazo será de 100 dias para a secreatria testar e ver a reação da população em relação à nova forma de trabalho e os resultados. Estou com muita expectativa de que funcione. Posteriormente, a ideia é separar em duas equipes para que dois bairros sejam atendidos ao mesmo tempo. Ainda, teremos uma equipe volante para questões emergenciais.

JL – As praias vizinhas de São Lourenço e Cassino é possível observar diversos equipamentos públicos instalados para recreação e atração de frequentadores, consequentemente, turistas. No Laranjal, percebe-se a falta destes itens.

PREFEITA – Na verdade discordo que os governos, não só o meu, não tenham feito investimentos no Laranjal do ponto de vista turístico. O calçadão foi refeito e ficou lindo. Nós instalamos recentemente o deck do trapiche. Já o trapiche não é público, concordo que é um problema, e precisamos de um projeto de uma grande estrutura como atrativo turístico. Um trapiche que una a iniciativa privada com o poder público, isso interessa para as atividades econômicas. Fizemos, ainda no governo do Eduardo, os quiosques da praia. Um deles, passamos a administração para o Sesc, que mantém o funcionamento durante o ano todo com serviços e atendimento ao turista. Temos a previsão de uma rampa náutica, como havia sitado anteriormente, e vamos iluminar a orla toda. E em breve, teremos um totem “Laranjal”, que ficará lindo. Já temos recursos destinados e será instalado próximo ao trapiche. Não é uma cópia, pois cada cidade do mundo tem o seu. Ele será instalado de forma que as pessoas façam um belo registro da paisagem da praia. O poder público pode estimular mais a criação e implantação de novos projetos, mas algumas coisas dependem também da inicitiva privada. A atividade econômica turística é muito importante, precisamos estimular pessoas que queiram desenvolver este setor. Já fizemos vários testes com feiras de artesanatos e outras, assim vamos experimentando. O mais adequado seria estimular os empreendedores para que olhem este espaço como um local de alto potencial de retorno econômico. Este é um ano atípico, pois justamente devido a pandemia o lazer está limitado, mas com a chegada da vacina voltaremos a vida normal e o Laranjal retomará sua pujança turística. É uma das praias mais bonitas do Rio Grande do Sul.

JL – Qual perspectiva de início do ano letivo 2021 para as Escolas da rede Municipal?

PREFEITA – A prefeitura tem realizado reuniões sistemáticas com os diretores de escola e, numa destas, definimos, ainda em bandeira amarela, que voltaríamos em fevereiro. Naquele momento, precisávamos ter um horizonte para poder planejar e eles concordaram. Mas, sempre deixamos claro, que tal retorno estaria condicionado à situação sanitária do município. Estamos hoje no dia 8 de janeiro e vejo com preocupação o início das aulas em fevereiro, provavelmente, não aconteça. Afinal, tivemos um pico de casos de coronavírus em dezembro. E mais, ainda temo que surjam mais casos resultantes de exposições das festas de final de ano, tendo impacto ainda nas próximas semanas. Além disso, torço para que possamos manter a bandeira vermelha sem retornar à preta. Mas, enfim, ainda tenho uma insegurança. A vacinação no Brasil não deve iniciar antes de fevereiro, o que nos coloca na condição de revisar a situação. Nosso horizonte era esse, mas não deve passar muito de março, pois devemos pensar no desenvolvimento pedagógico das crianças e sua saúde mental. É importante essa convivência social escolar. Será um ensino diferente, hibrido. A educação presencial precisa ser retomada.

JL – A EMEI Laranjal, uma promessa de campanha, teve a construção interrompida. Qual a situação deste projeto e há alguma previsão de retomada das obras?

PREFEITA – Nós decidimos reformar e ampliar todas escolas de educação infantil, ainda no governo do Eduardo, pois eram extremamente precárias. Fiquei à frente da secretaria de educação, por 4 meses, e conheci a realidade do município. Assinei um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para tirar as escolas daquela situação. Estou entregando as últimas agora, concluíndo 100% de reforma e ampliação. A Oswald de Andrade, do Balneário dos Prazeres, é uma delas. Outro projeto, vem desde o governo Fetter, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para construção de escolas de educação infantil. Foram definidas 14 escolas para Pelotas pelo governo Fetter, que abriu algumas licitações, mas não conseguiu concluí-las, pois os valores eram muito baixos. Além disso, em mais de um caso, os projetos também tinham problemas. Alguns municípios que conseguiram licitar, diferente do nosso, as obras foram interrompidas porque os valores eram insuficientes. Isso aconteceu no país inteiro, não foi só aqui na cidade. A construção das EMEIs Navegantes, Vasco Pires, Laranjal, Vila Princesa, Sítio Floresta e Sanga Funda estavam todas num mesmo contrato. Os recursos não estavam chegando e houve desistência por parte da empresa. Negociamos com o FNDE e conseguimos recuperar recursos, mas não suficiente. Foi critério de escolha retomar as obras que estavam mais avançadas. A Navegantes e Sanga Funda já foram entregues, Vila Princesa está avançada e a do Sítio Floresta será entregue no primeiro semestre. A boa notícia é que conseguímos recursos para a EMEI Vasco Pires e, a perspectiva de conseguir retomar as obras no Laranjal é muito forte. Tanto que fiz questão de incluir no plano de gorverno. Acreditamos que o FNDE irá investir na EMEI Laranjal cedendo ao argumento de que é uma obra já iniciada. Após a conquista destas retomadas, pretendemos construir a EMEI da Z3 sempre priorizando locais de vulnerabilidade social.

JL – Qual a possibilidade de prestar auxílio técnico aos pescadores para que possam implantar na Z3 projetos como: camarão de cativeiro, agroindústria de ração e recuperação da fábrica de gelo?

PREFEITA – Já houveram projetos deste tipo em outros governos, na questão do gelo e fábrica de filetagem de peixe. Tentamos investir nas agroindústrias e elas não funcionaram. Houve uma grande dificuldade pela cultura e organização dos pescadores. No meu governo, a Secretaria de Desenvolvimento Rural investiu muito nas agroindústrias, passamos de seis ou sete para mais de 20 somente na área animal. Este desenvolvimento ainda não chegou na Colônia Z3, que tem um grande potencial para implantação. Para que isso seja possível, é preciso do estímulo, crédito, apoio técnico, mas também, do outro lado da organização do ente privado. Estamos trabalhando para que eles possam se organizar em cooperativas. Teremos que fazer um trabalho mais de formiguinha pra isso acontecer. Agora, a festa do peixe que leva o pescado da Z3 direto ao consumidor, e o turismo gastronômico naquele local, são projetos que estão consolidados e mostram o potencial da região.

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Fonte: Jornal do Laranjal

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