Praia do Laranjal em Pelotas - Turismo no Rio Grande do Sul, Turismo em Pelotas
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Desde o ano passado, o Pacto Pelotas pela Paz investe na prevenção à violência, como uma aposta a longo prazo para diminuir a criminalidade no município.

Na  última terça-feira, a Prefeitura realizou a formatura de 95 famílias em um dos programas voltados à primeira infância, o ‘ACT – Criando Crianças em Ambientes Seguros’. Na prática, isso representa que dezenas de mães, pais e cuidadores foram preparados para educar seus filhos sem nenhuma forma de violência, utilizando o diálogo e o afeto como palavras-chave para embasar relações mais saudáveis.

A prefeita Paula Mascarenhas lembrou que Pelotas é a primeira cidade do mundo a implantar a iniciativa – presente em 13 países – como política pública, em escolas e centros de assistência social. Somados aos grupos deste ano, 218 famílias, de todos os bairros da cidade, já foram beneficiadas com o projeto desde 2018.

“O ACT é um programa transformador, que acredita que o amor e as relações humanas podem salvar vidas e preparar um novo futuro. Ele me encanta e emociona porque incentiva modificações simples, mas fundamentais para mudar a realidade das famílias”, afirmou Paula, destacando o objetivo do Município de habilitar servidores públicos para aplicar o programa, o que garante a continuidade do projeto.

A coordenadora do ACT em Pelotas, Alicéia Ceciliano, reforçou aspectos essenciais trabalhados durante os encontros do programa, como o reconhecimento dos erros e acertos, a paciência para lidar com conflitos e a raiva. Além disso, a importância de dedicar um tempo exclusivo aos pequenos, para brincar, conversar e demonstrar afeto.

“SER MÃE E PAI NÃO É FÁCIL”

A afirmação é de Daniele, mãe de dois filhos, de 7 e 3 anos. Ela contou que o ACT a motivou a analisar suas atitudes, reconhecer seus erros e também valorizar seus acertos. “Antes eu carregava muita culpa, me sentia uma péssima mãe; mas, com o grupo, vi que não estava sozinha, o que me confortou e aliviou. Entendemos com o programa que não sabemos tudo, mas que podemos melhorar para nossos filhos”, disse.

EM AGOSTO, outros 20 grupos serão formados no município

EM AGOSTO, outros 20 grupos serão formados no município

MAIS 200 FAMÍLIAS SERÃO ALCANÇADAS

Em agosto, mais 20 grupos serão formados e a expectativa é alcançar 200 famílias pelotenses. Além das 12 escolas de Educação Infantil (Emeis) e dos dois centros de assistência social, o método será acolhido em duas novas Emeis – Lobo da Costa, no Pestano, e Mário Quintana, na Guabiroba – em duas escolas de Ensino Fundamental – Mário Meneghetti, no Getúlio Vargas, e Luiz Augusto de Assumpção, no Laranjal –, e no recém-inaugurado Espaço de Referência para a Juventude, no Navegantes.

O grupo de facilitadores também vai aumentar no segundo semestre; uma capacitação em outubro habilitará mais dez profissionais para o programa. Atualmente, 15 coordenadoras pedagógicas do Município são instrumentalizadas para aplicar o ACT. Também participaram da formatura o vice-prefeito Idemar Barz, os secretários de Educação e Desporto, Artur Corrêa, e de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray, o coordenador do Pacto, Samuel Ongaratto, o juiz titular da Vara de Execuções Criminais Regional, Marcelo Malizia Cabral, e o vereador Antonio Peres (PSB).

O QUE É O ACT?

O ACT e o Conte Comigo – metodologia socioemocional que aposta no compartilhamento de livros para fortalecer vínculos afetivos – foram introduzidos em Pelotas a partir do Estudo Piá, em julho de 2018 (fruto da parceria entre a Prefeitura e o Centro de Epidemiologia da UFPel). A pesquisa, sob responsabilidade do professor e doutor em Criminologia pela Universidade de Cambridge, Joseph Murray, consiste em monitorar a aplicação das práticas e avaliar seus resultados.

Durante nove semanas, o ACT utiliza-se de discussões e dinâmicas para elucidar maneiras de reagir de forma positiva às dificuldades emocionais e sentimentos aversivos das crianças. A ideia é preparar mães, pais e cuidadores para relacionarem-se de forma mais saudável com as crianças e construírem ambientes mais seguros e livres da violência.



Fonte: Diário da Manhã | Laranjal

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